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Economia sem fôlego e incerteza no câmbio balizaram a decisão
Formou-se, nos últimos dias, uma quase unanimidade em torno da hipótese de que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevaria a taxa básica de juros (taxa Selic), em 0,5 ponto, na reunião de julho, como acabou se confirmando. Não é auspiciosa, porém, a razão para que um certo número de "falcões" da Selic decidisse dar um passo atrás e passasse a engrossar a onda majoritária.

Acumulam-se os sinais de que a economia continua perdendo fôlego. A indústria avança em ritmo cada vez mais lento, os investimentos, depois de um empuxo animador, voltaram a ratear e até o consumo começa a tropeçar. Numa economia sem fôlego, a inflação também tende a perder pelo menos um pouco de gás.

Em comunicado novamente lacônico, o Copom não deu indicações do que teria levado o colegiado à decisão unânime de elevar a Selic a 8,5% ao ano. Limitou-se a informar que a "decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano". Mas não é difícil entender que a relativa moderação da decisão tem a ver com a falta de vigor da economia e com as incertezas no mercado cambial.

Acumulam-se, de fato, sinais de que a economia continua perdendo fôlego. A indústria avança em ritmo cada vez mais lento, os investimentos, depois de um empuxo animador no começo do ano, voltaram a ratear e até o consumo já tropeça. Numa economia sem fôlego, a inflação também tende a perder pelo menos um pouco de gás.

É neste pano de fundo que as expectativas convergem para mais duas elevações de 0,5 ponto na taxa Selic, em agosto e em outubro. Os juros básicos, assim, encerrariam 2013 em 9,5% anuais. Seria o suficiente para trazer a inflação a uns 5,8%, no fim do ano, repetindo o resultado do ano passado. E, ao mesmo tempo, evitar que a economia descesse a uma expansão de menos de 2% sobre o muito tímido avanço de 0,9%, em 2012.

A coerência dessas projeções, contudo, depende do comportamento da taxa de câmbio, um fator de trajetória incerta, que costuma desarrumar os argumentos dos analistas de conjuntura. O real já se desvalorizou mais de 10% em relação ao dólar desde que o Federal Reserve, nos Estados Unidos, abriu a janela da possibilidade de antecipar o início da reversão dos "afrouxamentos monetários". Quem é capaz de prever, com um mínimo de segurança, a trajetória da taxa de câmbio daqui em diante? E qual o impacto sobre a inflação?

São, justamente, as incertezas datrajetó-ria futura do dólar, no mercado cambial brasileiro, que tornam mais complicados -e menos confiáveis -, no momento, os exercícios de futurologia econômica. Se elementos variados, internos e externos, conduzem os vetores das altas de preços para um terreno deflacionário, o sempre imprevisível percurso da taxa de câmbio - e a também nunca clara transmissão das suas variações para os índices de inflação - exige que se deixem abertas as portas para acomodar surpresas.
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